21
Jan
2010

Transporte de Bike, Leis (parte 2)

Escrito por Bassolin

Categoria: Geral, Notícias 

Vocês lembram deste artigo que publiquei AQUI? Pois bem, resolvi retomar o assunto, já que muitos questionamentos ainda estão aparecendo e tem muita gente preocupada com a possibilidade de ser multado ao transportar sua bicicleta no veículo.

Conversando com alguns entendidos no assunto, bem como amigos ligados às áreas responsáveis pela fiscalização, cheguei à conclusão que eu já havia colocado para todos: Pode sim transportar a bike sobre o teto do veículo, sem estar infringindo a lei. Óbvio, desde que respeitadas algumas regrinhas.

Olhem o que diz o Art 314 do atual código de trânsito nacional:

Art. 314. O CONTRAN tem o prazo de duzentos e quarenta dias a partir da publicação deste Código para expedir as resoluções necessárias à sua melhor execução, bem como revisar todas as resoluções anteriores à sua publicação, dando prioridade àquelas que visam a diminuir o número de acidentes e a assegurar a proteção de pedestres.

Parágrafo único. As resoluções do CONTRAN, existentes até a data de publicação deste Código, continuam em vigor naquilo em que não conflitem com ele. 

Repararam num detalhe? Na última frase, no parágrafo único. Sim, isso mesmo, a resolução 549 de 1979 ainda está em vigor e pode ser aplicada ao caso, diferente do que eu pensava no início.

Assim, temos agora duas opções para nossa defesa. ou nos baseamos no que diz estas duas normas acima elencadas, ou nos baseamos no que diz a RES 210 de 2006 do CONTRAN. Ambas normas nos permitem transportar a bicicleta sobre o veículo.

Agora vejamos as proibicões:

- A bicicleta deve estar bem acomodada, em equipamento apropriado e SEGURO. O tema segurança no trânsito é muitíssimo importante.

- A bicicleta não pode de maneira alguma ultrapassar as medidas do veículo. não pode estar mais larga e nem mais comprida.

- A bicicleta não pode de maneira alguma (não sei como é possível isso) atrapalhar a visão do motorista.

Quanto à altura, bom, aí temos as normas ali em cima para nos proteger. Apesar de não possuirmos uma legislação específica para o caso, temos sim onde nos embasar.

Quanto ao transporte de bike na parte traseira do veículo, no bom estilo “transbici”, temos que tomar o cuidado de não tapar a placa do veículo. Caso ocorra isto, usar uma placa sobressalente, presa ao aparato. E também respeitar as medidas laterais do veículo.

Era isso. Té mais.

11
Jan
2010

Bacia de São Tiago

Escrito por Bassolin

Categoria: Pedaladas 

E finalmente chegou o tal de Doismiledez. Para comemorarmos, nada melhor do que iniciar o ano com uma pedalada. Eu to no DM, mesmo assim driblei a segurança e fui pedalar. Junto levei o Cemin e o Caipa Botox. O destino era incerto, eu só tinha certeza de que iríamos nos perder.

Saída marcada para as 14 horas ali do toldo das ovelhas. Neste horário o Botox já estava lá. Eu cheguei um pouco depois e o Cemin logo apareceu. Tinha perdido por ali, um pedalador da turba da loja picareta, como foi deixado pra traz, resolveu ir pedalar conosco.

Partimos em direção à rótula do Sol, atravessamos ela e seguimos em direção à Monte Bérico. Eu tava com vontade de me perder em uma estrada que passamos seguido, mas nunca entramos para ver onde sai. Mais adiante do relato saberão de qual estrada falo.

E seguimos pelo caminho de sempre, descidão do gringo, volta do Tegão super poluído em diante. Chegamos no início do rio de Pedras e seguimos adiante, a idéia era costear o Tegão até o asfalto de Mato Perso. E seguimos. Logo adiante passamos pela maldita casa do PitBull cego e o cão sarnento tava lá, esperando alguém passar para dar o bote. E deu, fez o Cemin e o estranho sprintarem feito loucos. Eu e o Botox passamos caminhando, o Éder tava armado com uma árvore, hehehe. Deu tudo certo.

Mais adiante reagrupamos e seguimos viagem até que chegamos no asfaltão de Mato Perso. Ou Parque das Águas, como preferirem.

Ali paramos para reagrupar e logo apareceu outro pedalador perdido querendo parceria. Ficamos um tempo decidindo para que lado ir até que decidimos pelo mais certo: SE PERDER, heheheh.

Nesta parte do asfalto, bem na curva, tem uma estradinha que lava ao desconhecido. Descobrimos, pela placa que tem no local, que ela leva para São Tiago. Ora bolas, São Tiago é logo ali, do lado de Mato Perso. Vamos encarar. E nos metemos pela estrada desconhecida.

De início uma estradinha tranquila, com sinais de que carros não passam por ali com tanta frequência. Logo chegamos em uma propriedade e o primeiro impasse surgiu: Para cima ou para baixo?

De longe avistamos uma senhora que gesticulava e gritava. Ainda não sabemos se era indicação para onde seguir ou se estava nos xingando. Não ficamos muito tempo pensando nisso, logo resolvemos subir e tentar descobrir o caminho mais adiante. E que subidinha chata!!! Curta, mas bem ingreme e com muito cascalho. Os gringos adoram casacalho, nunca vi.

Subimos, subimos e subimos, até que chegamos em uma outra bifurcação. Parei e pedi informação para um senhjor, que indicou dois caminhos. Um mais rápido, pelo asfalto e outro mais empolgante, pelas colônias. Só que a tropa já estava adiantada e nem esperaram para saber por onde seguir. Ficamos eu e o Éder pra desvendar a estrada.

No caminho, indo atrás dos demais e sem se preocupar com a estrada, resolvemos parar para umas fotos, pois o caminho precisava ser retratado.

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Plantação de ameixa, pêssego e maçã. Mas não uma plantaçãozinha de nada. Era uma baita plantação. Pomar para todos os lados. E coisa boa pelo visto (e provado).

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Logo adiante o povo nos aguardava ancioso já no asfalto. Eu avisei que tinha outro caminho e que era pra me esperar, hehehe. Fiz a tropa voltar e pegamos outra estradinha. O É der já tava mortaço, um bom tempo sem pedalar, ele não conseguiu acompanhar-nos no resto do pedal e resolveu aboretar a missão, sobrando pros demais desvendarem o mistério de São Tiago

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Na bifurcação onde agora paramos, ficamos conversando um tempo e decidindo por onde ir. Desci até uma casa onde estava uma senhora trabalhando e pedi informação. Ela confirmou o que o outro morador da localidade havia me dito: “Pega a direita depois do pomar grande e depois é só descer todo moRo.”.

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Dito e feito, pegamos a direita, ao lado da casa da senhora e começamos a descer. QUE DESCIDA. Será filmada no futuro, pois é daquelas pra ficar guardada. Do lado esquerdo uma parede forrada de plantações, do lado direito um peral igualmente forrado de plantações.

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Descemos, descemos e descemos até que finalmente chegamos na localidade de São Tiago. Já conhecida e visitada em outras pedaladas, mas nunca por este caminho.

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Agora que descobrimos esta estrada, temos que descobrir a outra, que eu quiz parar no meio da decida para ver e não me deixaram, hehehe. Num, futuro próximo, esta estradinha será desvendada também. Tenho quase certeza de que ela nos leva ao Carvalho, mas preciso confirmar. Se for isto mesmo, será um caminho (uma pedalada) espetacular.

Bom, nem paramos muito tempo, o povo estranho tava com pressa e não é acostumado a ficar parando para fotos, conversa e tal. Resolvemos zarpar fora. Os dois estranhos foram na frente, eu fiquei com o Cemin mais pra trás. No início da subidona até o asfalto eu comecei a terminar de detonar meu joelho. Resolvi dar uma de fodão e judiar das pernas.Cheguei lá em cima rapidão, mas as forças terminaram a partir dali e o joelho não foi mais o mesmo depois desta subida. Puta merda, senti que algo estava errado.

Dali, o povo do pedal se dividiu, os dois estranhos que já estavam com pressa e cansados de tanto parar, resolveram seguir em frente no ritmo deles e “se foram-se indo”. Eu e o Cemin ficamos. Voltamos mais devagarito, no ritmo que meu joelho deixava (bosta tripla).

No caminho de volta, pelo asfalto, passamos novamente pela entrada da estradinha antes desconhecida, e um dos estranho estava ali, sentado numa pedra avistando jacarés voadores. Pediu informações de caminhos para a volta dele, dei as informações e seguimos, eu e o Cemin.

Dali pra frente foi um parto, cada pedalada a mais o joelho reclamava, pensei em abortar, mas não iria começar o ano assim. Seguimos em frente. O cemin queria chamar resgate pra mim, eu não deixei, fiz ele ir devagarito comigo, sempre na buena, sem judiar das pernas.

Voltamos pelo rio de pedras e costeando o Tegão, quase o mesmo caminho da ida. No meio da pedalada avistamos uma bacia às margens do Tega. Não uma bacia de lavar roupas, aquelas de plástico, não dessa. Avistamos uma BACIA HUMANA, isso mesmo que vocês leram. Acredito que seja restos de algum infeliz que foi desovado no tegão, só pode.

Continuamos nossa indiada até a Rota do Sol, alguns kms de asfalto e logo estávamos novamente na civilização. Pedalamos até em casa e chegamos sãos e salvos, antes da chuva, para a tristeza dos pedaladores. Mas faz parte, nem sempre São Pedro manda a chuva na hora certa, hehehe.

Foi um pedal bala, pra começar o ano tá mais do que bom, 54km de estradas novas e dores no joelho. Falow.

P.S.: o Éder tá vivo, foi resgatado por um conhecido que passava de caminhão pela estrada por onde voltava. E de noite tomamos umas 35 cervejas para comemorar este pedal, hehehe.

8
Jan
2010

Deveria ser assim

Escrito por Bassolin

Categoria: Geral 

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